Servidores de 24 TJs serão treinados em conciliação

13/10/2011 - 00h00

Tribunais de Justiça de 24 Estados receberão, nos próximos meses, equipes de instrutores que vão ministrar cursos básicos de mediação e conciliação a servidores. A intenção é não apenas capacitar mediadores e conciliadores para atuarem diretamente nos centros e núcleos de conciliação, mas também identificar servidores que tenham interesse em se tornarem futuros multiplicadores das práticas de mediação e conciliação. A Resolução 125, do CNJ, estabelece normas e prazos para instalação de centros e núcleos de conciliação em todos os tribunais.

A atividade faz parte da etapa final de formação do primeiro grupo de instrutores em mediação e conciliação treinados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O grupo é formado por 38 servidores dos Tribunais de Justiça do Rio de Janeiro, Ceará, Espírito Santo, Distrito Federal, Pernambuco e Pará. Os servidores desse primeiro grupo já tinham experiência em técnicas de resolução de conflitos e em docência. O treinamento do CNJ, voltado para a uniformização dos discursos quanto às técnicas de mediação usadas por esses instrutores, foi realizado em Brasília/DF de 19 a 30 de setembro.

Concluído o treinamento teórico, cada um dos instrutores em fase de certificação deverá lecionar cinco cursos básicos de mediação como estágio supervisionado, sem ônus aos seus tribunais de origem. Os cursos serão supervisionados e acompanhados por membros do Comitê Gestor do Movimento pela Conciliação do CNJ.

No total foram formadas 12 equipes com três instrutores, que lecionarão 60 cursos básicos nos próximos 12 meses. Cada turma será composta por 24 servidores. O primeiro treinamento foi realizado na última semana no Tribunal de Justiça de Sergipe.

Após o curso básico, cada participante deve mediar 10 casos e observar 20 casos para ser certificado. A partir da certificação, cada núcleo de conciliação poderá indicar servidores a serem treinados em cursos de formação de instrutores. A expectativa é formar, até o final de 2012, pelo menos 120 instrutores que possam atender à demanda por treinamento de mediadores de todos os tribunais de justiça do país.

Tatiane Freire
Foto/Fonte: Agência CNJ de Notícias

 

Notícias

Direito de ter acesso aos autos

Segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011 Indiciado em ação penal há quase 10 meses reclama direito de acesso aos autos Denunciado perante a 2ª Vara Federal de Governador Valadares (MG) por supostamente integrar uma quadrilha acusada de desvio de verbas destinadas a obras municipais – como construção...

Autorização excepcional

28/02/2011 - 14h14 DECISÃO Avô que vive com a filha e o neto consegue a guarda da criança A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu ao avô de uma criança, todos moradores de Rondônia, a guarda consensual do menor, por entender que se trata de uma autorização excepcional. O...

A prova da morte e a certidão de óbito

A PROVA DA MORTE E A CERTIDÃO DE ÓBITO José Hildor Leal Categoria: Notarial Postado em 18/02/2011 10:42:17 Lendo a crônica "Um mundo de papel", do inigualável Rubem Braga, na qual o autor critica com singular sarcasmo a burocracia nas repartições públicas, relatando acerca de um suplente de...

Cópias sem autenticação inviabilizam mandado de segurança

Extraído de AnoregBR Cópias sem autenticação inviabilizam mandado de segurança Seg, 28 de Fevereiro de 2011 08:54 O objetivo era extinguir uma reclamação trabalhista com o mandado de segurança, mas, depois dos resultados negativos nas instâncias anteriores, as empregadoras também tiveram seu...

O mercado ilegal de produtos

27/02/2011 - 10h00 ESPECIAL Decisões judiciais imprimem mais rigor contra a pirataria “Receita continua a fiscalizar comércio irregular em São Paulo.” “Polícia estoura estúdio de pirataria e apreende 40 mil CDs e DVDS.” “Quadrilha tenta pagar propina de R$ 30 mil e é desarticulada.” Todas essas...

A idade mínima para ser juiz

  Juízes, idade mínima e reflexos nas decisões Por Vladimir Passos de Freitas A idade mínima para ser juiz e os reflexos no comportamento e nas decisões é tema tratado sem maior profundidade. As Constituições de 1824 e de 1891 não fixaram idade mínima para ser juiz. Todavia, o Decreto 848,...